Ecossistemas digitais no ciberespaço educativo (continuação)

Novos espaços de construção do conhecimento emergiram com as novas tecnologias da informação e comunicação. A integração das tecnologias na educação tornou-se essencial. Ilustração: FO.

Nascem, assim, novos ambientes e ecossistemas digitais de aprendizagem, permitindo a inovação na educação e a inclusão sócio-digital, com acesso a espaços online personalizados e produtivos, abertos, colaborativos e facilitadores das aprendizagens. O desafio coloca-se pelo fluxo dos conteúdos e da informação, tal como pela variedade de plataformas e sistemas dos media, que implicam, não só, absorção tecnológica, mas também, profundas transformações culturais e sociais, decorrentes dessa diversidade, que criam uma cultura participativa complexa, onde as fronteiras entre o real, o virtual e o ciberespaço se esbatem. 

As salas de aula, sejam elas físicas ou virtuais, hoje em dia, podem e devem ser apetrechadas, ou melhor, conectadas a instrumentos tecnológicos, softwares variados, aplicativos e outros tantos recursos digitais, que permitam aos alunos, lidar com os saberes e o conhecimento, à medida dos seus interesses, num universo comunicativo, dinâmico e de intercâmbio,  mais rico e atrativo, de versatilidade e acessibilidade em rede. Um ecossistema digital assume-se, assim, como um sistema que apoia a cooperação, a partilha do conhecimento, o desenvolvimento de tecnologias abertas e adaptativas e uma evolução de ambientes ricos em conhecimento (Porto, C; Moreira, J, 2017), onde o desafio é criar ambientes de aprendizagem, inclusivos, férteis, dinâmicos, vivos e diversificados, que permitam a melhoria e a evolução das aprendizagens, numa perspetiva holística e mais híbrida do acto educativo.

Um ecossistema digital representa um complexo dinâmico e sinergético de comunidades digitais com suas conexões, relações e dependências, situadas em ambientes digitais, que interagem como unidades funcionais e são interligadas por meio de ações, de fluxos de informação e de transação (…),  onde os organismos formam um sistema dinâmico e relacional, sendo que a sua criação depende exclusivamente das interações entre os humanos e os sistemas digitais (Porto, C; Moreira, J, 2017).

São muitos os pensadores e investigadores da área que abrem o caminho e reconhecem as vantagens da utilização dos ambientes digitais na educação. Os ecossistemas digitais de aprendizagem têm-se revelado prometedores neste campo, tornando-a mais aberta, flexível e inclusiva. Mas, não basta integrar as tecnologias no campo educativo, sem mudar as rotinas e os “vícios” dos seus agentes. Tem que ser capazes de romper as resistências do ensino tradicional e promover estes novos contextos de aprendizagem. 

Está nas nossas mão, e hoje em dia, mais do que tecnologia, precisamos mudar a atitude perante o novo paradigma, de saber aprender a aprender e ensinar a aprender: as novas exigências pedagógicas da sociedade cibernética, que irão moldar a modernidade do século XXI.

Os ecossistemas digitais de aprendizagem, permitem o trabalho colaborativo e em rede, com recursos às novas tecnologias. Ilustração de FO.

Fonte: PORTO, C., & MOREIRA, J. A. (2017). Educação no Ciberespaço. Novas configurações, convergências e conexões. SERGIPE: EDUNIT. Acedido em: https://www.researchgate.net

Palavras-chave: ecossistemas digitais, educação híbrida, digital ecosystems, blended education.

Fernando Oliveira, 

TIC em Ambientes Educativos.

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