Novos desafios educativos

Com a Internet, abriu-se uma caixa de pandora de recursos e possibilidades como nunca tínhamos visto até então, podendo, nós todos, hoje em dia, publicar e partilhar. A informação democratizou-se, tornando-se acessível à maioria das pessoas, que estejam, naturalmente, ligadas à rede. Vídeo-aulas, palestras, exposições em museus de arte, história e cultura, pesquisas em bibliotecas, acesso a materiais audiovisuais, softwares de criação e edição, e toda uma panóplia de recursos, que se renovam a cada dia que passa. O nosso dia-a-dia alterou-se com as tecnologias, tornou-o mais fácil.

Hoje, todos temos possibilidade de nos tornarmos autores de blogues, criarmos os nossos sites como verdadeiros designers, e, até, não propriamente, a sermos bons fotógrafos, mas, a editar excelentes fotografias. A nossa capacidade de comunicação e partilha com os outros e de encontro com comunidades de outros utilizadores com interesses em comum, aumentou, exponencialmente. No contexto do mundo digital, como educadores, podemos, mais facilmente, criar conteúdos e utilizá-los com os nossos alunos ou com outros públicos, disponibilizando-os online.

Agosto

Iluminura, Très Riches Heures du Duc de Berry, fólio 8. Nobres a praticar a arte da falcoaria. Ao fundo vemos os camponeses a cultivar no campo e o castelo d’ Étampes. Atrás das muralhas, podemos ver a torre de menagem quadrangular e a torre da Guinette, que ainda hoje existem, Île-de-France, c. 1412-1416, autores: irmãos Limbourg, Museu Condé, Chantilly, França. Texto: FO. Fonte: Wikipédia, photo: R.M.N. / R.-G. OjŽda.

Agosto nos farta, agosto nos mata. Em agosto, toda a fruta tem o seu gosto

Agosto, do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por proposta do Senado romano, de forma a honrar o imperador César Augusto, pelos diversos acontecimentos importantes ocorridos neste mês, como a conquista do Egipto e o fim das guerras civis. Agosto passou a ter mais um dia, para não “ficar atrás” do mês anterior dedicado a Júlio César, dia esse, retirado ao mês de fevereiro, que era considerado o mês mais aziago. Antes dessa mudança, o mês era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo, dedicado a Ceres, a deusa das cearas, a qual ensinou aos homens a arte da agricultura. Trovoadas em agosto, abundância de uva e mosto. Agosto frio no rosto, malha com gosto. Em agosto os dias diminuem em Lisboa, 1h06m e no Porto, 1h13m. Passaram 213 dias do início do ano e faltam 153 dias até ao final do ano de 2021.

Texto de Fernando Oliveira, com base em informação do Verdadeiro Almanaque “Borda D’Água”, agosto de 2021.

Como resolver a crise climática?

How can education really contribute to solving the climate crisis?Vídeo da UNESCO, YouTube, 1:59m, 06/10/2020.

“Debating the Futures of Education” é o tema de uma série de vídeos produzidos pela UNESCO, no âmbito de uma iniciativa que visa projetar o futuro da educação. Pedimos a todos que reflitam sobre como a educação pode realmente contribuir para resolver a crise climática.

O Sr. Solitário descobriu o amor (e partilhou-o)

O Sr. Solitário descobriu o amor (e partilhou-o), Público, YouTube, 3:41m, 16/05/2018.

“Na casa n.º 89 da pequena vila das 3 colinas vivia um senhor. Os vizinhos chamavam-lhe o ‘Sr. Solitário’.” Assim começa o livro A Incrível História do Sr. Solitário, que o autor e ilustrador, Elias Gato, contou de viva voz no estúdio do PÚBLICO, em mais um Livro para Escutar do Letra Pequena. Como facilmente se depreende pelo nome, aquele homem morava sozinho. Em rigor, vivia com a sua paixão, “coleccionar coisas”. Das mais insignificantes às mais incríveis. Mas um dia sentiu-se “aprisionado na sua colecção” e resolveu empacotar tudo, por tamanhos. Apercebeu-se depois de que algo pequenino tinha ficado esquecido numa prateleira. Algo de que não se lembrava de quando teria usado pela última vez. Tentou empacotá-lo, mas ele cresceu, cresceu e expulsou-o de casa. “Na manhã seguinte, o Sr. Solitário acordou a pensar no que tinha acontecido. Se não conseguia viver com um amor tão grande, tinha de fazer uma coisa: partilhar.” Título: A Incrível História do Sr. Solitário, texto e ilustrações: Elias Gato, revisão: Rui Bastos, edição de autor, 44 págs. Texto: http://blogues.publico.pt/letrapequena

O rapaz ao fundo da sala

Capa do livro “O rapaz ao fundo da sala”, de Onjali Q. Raúf, ilustração de Pippa Curnick, Editora Booksmile, 2019.

Um livro sobre um tema atual, visto pelo olhar de uma criança. Uma história memorável e premiada, que salienta a importância da amizade e da bondade num mundo tantas vezes intolerante e sem sentido. Há um colega novo na turma. Ele senta-se sempre na última fila, mas não fala com ninguém nem olha para ninguém. Este rapaz enigmático e misterioso não sorri. O seu nome é Ahmet. Intrigados, quatro meninos muito especiais tentam fazer amizade com ele e conhecer a sua história. Descobrem que o Ahmet é um rapaz refugiado que foi separado da família. Ele teve de abandonar o seu país para fugir à guerra. Uma vez que nenhum adulto consegue ajudar o Ahmet a reencontrar a família, o quarteto de amigos elabora um plano audaz — nada mais do que A Melhor Ideia do Mundo — que os levará numa aventura extraordinária envolvendo a própria Rainha de Inglaterra! Um livro multipremiado: vencedor do Prémio Blue Peter para Melhor História e do Prémio Waterstones para Melhor Livro Infantil, foi ainda finalista do Prémio Jhalak e nomeado para o Carnegie na categoria de Melhor Livro Infantil. Texto da responsabilidade da editora.

A Baleia

Capa do livro “A Baleia”, de Benji Davies, coleção Orfeu Mini, tradução de Rui Lopes, 1ª edição de 2016, PNL2027, 3-5 anos.
O Noé vivia com o pai à beirinha do mar. Certo dia, encontrou uma baleia encalhada na areia… Ao acordar depois de uma noite de grande tempestade, o Noé avistou qualquer coisa ao longe: uma pequena baleia tinha dado à costa. O Noé sabia que não era bom para uma baleia estar fora de água e decidiu levá-la para casa, fazer-lhe companhia, contar-lhe histórias e até tocar-lhe umas musiquinhas… Será que o pai do Noé vai gostar da nova inquilina? Texto da responsabilidade da editora.

Avaliação da Biblioteca Escolar

A avaliação é um aspeto essencial da implementação de programas e serviços de bibliotecas escolares. Ilustração de Fernando Oliveira, 2021.

Olhando para um modelo possível de autoavaliação da Biblioteca Escolar, tem que se ter logo à partida, uma noção muito clara dos objetivos dessa avaliação, o porquê da avaliação. Saber olhar para a avaliação, não como um fim em si, mas um processo de regulação e reflexão. Mas, o que avaliar? Como avaliar? Quem avaliar? De forma a manter ou a melhorar os seus altos padrões de atuação, a Biblioteca Escolar precisa de saber e de aferir quais os resultados da sua ação na esfera escolar e junto dos seus utilizadores. Perceber, em todas as suas áreas de atuação, se foram atingidas as metas predefinidas, e quais os planos de melhoria que se podem implementar para melhorar a sua eficácia ao nível dos serviços, da gestão e da relação colaborativa, por exemplo. É fundamental toda esta perceção fundamentada para se poderem traçar caminhos seguros, para se poder crescer de forma sustentada, para se poder acrescentar excelência, qualidade e inovação ao serviço das bibliotecas escolares. 

Fernando Oliveira, MGIBE, OGBE, junho de 2021. 

Como Ser um Leão

Capa do livro “Como Ser um Leão”, escrito e ilustrado por Ed Vere, coleção: Fora de Coleção, editora Fábula, maio de 2021.

Livro galardoado com o Oscar’s Book Prize e nomeado para as medalhas Kate Greenaway e Carnegie. Dizem que os leões são ferozes e têm de rugir bem alto. Mas o Leonardo é um leão e prefere escrever poesia e viver em paz. A sua melhor amiga é Mariana, uma pata, e juntos conversam, passeiam, pensam sobre o mundo, leem, brincam…. Até ao dia em que vão ter de enfrentar aqueles que acham que isto é estranho e inconcebível. Haverá apenas uma única maneira de ser leão? Um livro poderoso que nos encoraja a sermos nós mesmos. A empatia, o género, os estereótipos sociais, a aceitação, a inclusão, o bullying, a coragem, a integridade e a amizade são temas presentes no livro. Ilustrações modernas bem ao estilo único de Ed Vere, autor que já recebeu vários prémios e viu os seus livros aclamados pela crítica. Literatura infantil recomendada para maiores de 5 anos. Ed Vere é um autor britânico multipremiado, nascido em 1973. Muitos dos seus livros foram bestsellers e considerados livros do ano. Alguns dos títulos estão traduzidos em mais de 20 línguas. Além de escrever e ilustrar, Ed participou em projetos ligados à promoção da literacia visual. Vive e trabalha em Londres. Texto da responsabilidade da editora. Veja aqui o livro por dentro: https://fabula.pt

Eu falo como um rio

Capa do livro de literatura infantil “Eu falo como um rio”, texto de Jordan Scott e ilustrações de Sydney Smith, editora Fábula, junho de 2021.

Livro intimista e poético, em que o autor conta a sua própria história, com ilustrações expressivas que acrescentam informação, como uma dupla narrativa. História comovente que aborda a questão da gaguez e todas as suas implicações emocionais, mas que termina com um final de superação.  Um livro para quem se sente diferente, solitário ou incapaz de se integrar. Livro indicado para maiores de 6 anos. Texto da responsabilidade da editora. Veja aqui o livro por dentro: https://fabula.pt/media/books

Era uma vez uma rainha…

Era uma vez um Rei – D. Maria II – A Educadora – Leitura Infantil. Vídeo de Clube do Livro, YouTube, 5:57m, 21/07/2020.

Leitura da História do Livro Dona Maria II – A Educadora… D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, em 1819, e era filha de D. Pedro IV e de D. Maria Leopoldina. D. Maria II soube governar, e o seu reinado ficou marcado pela protecção dada à educação. A Instrução Primária tornou-se obrigatória e foram criados os liceus distritais. No dia 13 de Abril de 1846, dia do seu aniversário, foi inaugurado o Teatro Nacional de Lisboa, no Rossio que mais tarde se veio a chamar Teatro Nacional D. Maria II, onde ainda hoje podemos assistir a peças de teatro. Com apenas 34 anos de idade D. Maria II faleceu algumas horas depois do parto do seu 11º filho. Texto da responsabilidade de Clube do Livro.