Pistas para a gestão da coleção digital

Imprensa de Gutenberg, litografia de Jost Amman (1539-1591), fonte: Meggs, Philip B. A History of Graphic Design. John Wiley & Sons, Inc. 1998. (p 64).

Ainda a propósito da clarificação do conceito de “gestão da coleção”, no contexto dos novos desafios digitais da biblioteca-escolar, gostaria de falar do contributo de Eloy Rodrigues e José Carvalho (1). A coleção digital e a sua intrincada rede de relações e conexões cibernéticas obrigam à mudança constante do conceito, tanto de “coleção”, como de “gestão da coleção”, considerando, que até há bem pouco tempo, as coleções eram, apenas, impressas.

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Mapa de Conceitos

Exemplo de um mapa conceptual sobre recursos digitais, que permite conhecer as ferramentas disponíveis online, para uso em contexto educativo. Disponível em: cmapscloud autor: Fernando Oliveira.

Nas ferramentas cognitivas aplicadas à informática, os mapas conceptuais ou redes semânticas (Jonassen, 2007), são representações gráficas semelhantes a diagramas que indicam conceitos ligados por palavras (Moreira & Yacci, 1993), formando um mapa visual, que nos ajuda a ordenar e a sequenciar, de forma hierarquizada, os conteúdos de ensino, um modelo mais centrado no aluno, na sua autoestima e autoconfiança. Esta técnica, ou estratégia, criada por Joseph Novak (1984), é, simultaneamente, uma técnica de avaliação e uma técnica de estudo, que dispensa equipamentos sofisticados, existindo vários softwares disponíveis, como, por exemplo, o CMapTools, que permite agregar links, som, imagens, vídeos e textos, e permite exportar os mapas para outros suportes.

Fernando Oliveira, TIC em Ambientes Educativos.

Ecossistemas digitais no ciberespaço educativo

Estamos numa altura em que já não se discute a importância dos contributos das tecnologias de informação e comunicação na educação, sobretudo, numa sociedade aberta, plural, tecnológica e digital, que, assim, o exige. Nasceu uma nova espécie de modernidade (Caeiro, 2017), em que as tecnologias passaram de simples auxiliares da sala de aula convencional, para se tornarem nas principais ferramentas do processo ensino-aprendizagem, criando novos paradigmas na educação.

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A Educação em Rede

Pequena animação que mostra a transformação da educação com o uso das tecnologias de informação e comunicação, mobilizando a aprendizagem colaborativa e possibilitando aos alunos sair das fronteiras da escola e da sala de aula, ampliando o alcance da educação por meio das redes digitais. A escola deixou de ser o único lugar de legitimação do saber, pois existe uma multiplicidade de saberes que circulam em outros canais, difusos e centralizados. Essa diversificação e difusão do saber, fora da escola, é um dos desafios mais fortes que o mundo da comunicação apresenta ao sistema educacional (Martín-Barbero, 2011). vídeo: Canal Terra Fórum, texto: FO.

Personalização e Tecnologia no Ensino Híbrido

A Educação Híbrida, ou Blended Learning, apresenta aos educadores possibilidades de integração das tecnologias digitais no currículo escolar, de forma a alcançar uma série de benefícios no dia a dia da sala da aula. Apresenta-se como uma metodologia de ensino que combina elementos presenciais e à distância, em que se privilegia a flexibilidade, o ritmo e a personalização do estudo em ambientes virtuais, com as possibilidades e benefícios oferecidos pela convivência em sala de aula, que, também, pode ser virtual, com metodologias que podem coexistir de diversas formas, conforme os objetivos pretendidos. vídeo: Fundação Lemann, texto: FO.

Ética em Investigação Científica

Ética em Investigação Científica – Guia de boas práticas com estudos de caso. Este livro de Luis Adriano Oliveira , com casos de estudo, promove o respeito pelas boas práticas em investigação científica, na garantia da fiabilidade, da qualidade e da integridade imprescindíveis no conhecimento científico.

eLearning no Ensino Superior

eLearning no Ensino Superior, vol.4, coordenação de José António Moreira e Cristina Pereira Vieira, revisão de textos: José António Moreira, Cristina Pereira Vieira, Daniela Barros e Maria de Fátima Goulão. A coleção “Estratégias de Ensino e Sucesso Académico: Boas Práticas no Ensino Superior” valoriza a investigação aplicada e tem por objetivo divulgar estudos no âmbito da pedagogia, métodos pedagógicos e inovadores, iniciativas promotoras do sucesso académico e projetos de intervenção desenvolvidos em cooperação entre instituições de ensino superior e organizações da comunidade.

Ambientes Digitais de Aprendizagem

Ambientes digitais de aprendizagem, por Sara Dias-Trindade, professora da Faculdade de Letras de Coimbra. A Educomunicação, como inter-relação entre a Educação e a Comunicação, revela-nos possibilidades para (re)pensarmos as questões que desafiam o trabalho pedagógico de professores/as (Sousa; Sartori, 2013, p.93). Ao considerarmos o universo dos media, amplia-se o ecossistema comunicativo no contexto educacional. O conjunto de ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos melhoram o coeficiente comunicativo das ações educativas, incluindo as relacionadas ao uso dos recursos de informação no processo de aprendizagem (Soares, 2011, p. 95). Vídeo: Prof.ª Dr.ª Sara Dias-Trindade, texto: FO.

A importância do Portefólio Digital

Exemplo de abertura de um blogue gratuito na plataforma digital “WordPress”. Imagem: @foartista.

A criação e uso de um portefólio digital, como ferramenta pedagógica, é, hoje em dia, reconhecida e utilizada, cada vez mais, por educadores, professores e alunos, formadores e formandos, bem como por investigadores da área, que reconhecem a sua primordial importância no processo de ensino-aprendizagem, como instrumento de avaliação académica e profissional, entre outro leque alargado de modalidades.

O simples portefólio, que nas suas origens, era utilizado por desenhadores, arquitetos ou fotógrafos, apenas, como instrumento de registo e apresentação de trabalhos ligados à imagem, evoluiu, ao longo do tempo, para outras áreas de intervenção, sobretudo, no campo da educação. Tem sido no contexto escolar e formativo, que o conceito e a utilização do portefólio, mais tem crescido, servindo múltiplas funcionalidades, como refere Helen C. Barrett (2005), em que o portefólio deve ser acompanhado com um adjetivo ou modificador, que descreva o seu propósito e defina o seu campo de ação. 

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Dia da Biblioteca Escolar

Dia da Biblioteca Escolar – 26 de outubro de 2020, cartaz: @foartista

O Dia da Biblioteca Escolar, celebrado pela primeira vez em outubro de 1999, comemora-se na quarta segunda-feira do mês de outubro. Pretende-se destacar a importância das bibliotecas escolares no processo educativo e na promoção do gosto pela leitura, relembrar a importância das bibliotecas no acesso ao conhecimento e enaltecer as várias atividades e projetos, que aí se desenvolvem.

PROPOSTAS DE TRABALHO:

  1. Escrever uma história, um conto ou uma fábula relacionados com este dia.
  2. Escrever uma composição sobre um livro preferido.
  3. Escrever e declamar um poema sobre a importância das bibliotecas.
  4. Promover uma sessão de leitura.
  5. Desenhar o retrato do escritor ou poeta preferido.
  6. Requisitar na biblioteca, um livro de literatura infantil.

Fernando Oliveira, professor, 10.2020.