Internet: um mundo livre de recursos educativos ?

O que são os Recursos Educacionais Abertos (REA)?

Com a Internet, abriu-se uma caixa de pandora de recursos e possibilidades, como nunca tínhamos visto, até então, podendo, nós todos, publicar e partilhar. A informação democratizou-se, tornando-se acessível à maioria das pessoas, que estejam, naturalmente, ligadas à rede. Vídeo-aulas, palestras, exposições em museus de arte, história e cultura, pesquisas em bibliotecas, acesso a materiais audiovisuais, softwares de criação e edição, e toda uma panóplia de recursos, que se renovam a cada dia que passa. O nosso dia-a-dia alterou-se com as tecnologias, tornou-o mais fácil.

Hoje, todos temos possibilidade de nos tornarmos autores de blogues, criarmos os nossos sites como verdadeiros designers, e, até, não propriamente, a sermos bons fotógrafos,  mas, a editar excelentes fotografias. A nossa capacidade de comunicação e partilha com os outros e de encontro com comunidades de outros utilizadores com interesses em comum, aumentou, exponencialmente. 

A difícil implementação da coleção digital

Some people speculate that libraries as we know them will soon become dinosaurs because the need for local (physical) libraries will evaporate when all information is transmitted through electronic networks (Kurzweil, 1992, cit. por Hur-Li Lee, 2000, p.1107).

O que fazer, relativamente, à seleção, aquisição, inclusão e disponibilidade dos recursos online na coleção das BE?  As pistas já existem. Ilustração de FO, janeiro 2021.

O conceito tradicional da coleção mudou e a forma como olhamos para as bibliotecas escolares ou vivemos o ensino, também. Chegou a era digital e online. Não que tenhamos assistido a um fim anunciado e ao início de uma nova e auspiciosa era, porque tem sido um processo progressivo, sem ruturas, mais, até, de adaptações, mas, sim, um teste à nova capacidade de resiliência dos conceitos que estão a ser postos à prova, na sua capacidade de absorver e refletir esta nova realidade. É esse o desafio. Trata-se de saber conjugar todo um conjunto de aspectos funcionais e muito práticos à volta  do novo conceito de coleção e do que isso implica, face à luz dos desenvolvimentos tecnológicos.

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O Questionário

No Questionário, as perguntas podem ser abertas ou fechadas, ambas tem vantagens e desvantagens. No primeiro caso, as pessoas respondem livremente, no segundo, as respostas são mais fáceis de obter, mas, mais condicionadas. Ilustração de FO, janeiro de 2021. 

O questionário é um dos instrumentos mais usados para a recolha de informação, depois de o investigador determinar o que precisa aferir. Necessita de enunciados, questões e respostas escritas, para avaliar as atitudes e as opiniões. É um instrumento autónomo, que pode ser partilhado por correio eletrónico, por exemplo. Não é tão profundo como a entrevista, mas, controla melhor as variáveis, traduz os objetivos de um estudo com variáveis mensuráveis, que irão confirmar, ou não, as hipóteses levantadas.

O questionário permite a aplicação de medidas objetivas, relacionadas com as características, conhecimentos e comportamentos dos indivíduos e, permite, também, medidas subjetivas, relacionadas com o que as pessoas sentem, pensam ou julgam, de forma a confirmar ou infirmar uma ou várias hipóteses de investigação.

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Recolha e Análise de Dados – Procedimentos e Técnicas

PechaKucha, em formato vídeo, sobre os procedimentos e técnicas na recolha e análise de dados, em Investigação Científica. Para ver a PechaKucha original, clicar no endereço: pechakucha.com . Autor: Fernando Oliveira, janeiro de 2021.

Os principais meios de recolha de dados são a entrevista, a observação e o questionário, entre outros possíveis. Efetuam-se a partir de um plano preestabelecido para conseguir obter informação junto de várias fontes. Devem ter validação científica e revelar as metodologias utilizadas. Depois da recolha dos dados, chegamos à fase empírica do trabalho de investigação, pondo em ação os procedimentos e técnicas da análise de dados. Inclui a apresentação dos dados recolhidos, a interpretação e a comunicação dos resultados, através de técnicas estatísticas descritivas e inferenciais, a que chamamos a análise de conteúdo. 

Percorridas estas fases importantes da investigação em Educação, que o vídeo ajuda a explicar, resta-nos concluir que a investigação qualitativa, assenta na ideia de dar “voz” a pessoas que se disponibilizam para colaborar connosco, numa relação interpessoal e, é por isso, que estas duas fases metodológicas assumem uma grande importância. Não basta recolher dados, é preciso saber como o fazer, respeitando, profundamente, a ética da investigação, a sensibilidade e a privacidade das fontes, e, posteriormente, saber analisar esses dados e interpretá-los, sendo dois momentos indissociáveis um do outro, complementares na conclusão da investigação.

Fernando Oliveira, MGIBE-15, IE, janeiro de 2021.

Educação e Cinema III

A utilização de recursos que utilizam a linguagem audiovisual e multimédia, numa sociedade repleta de ícones visuais, são fundamentais para uma educação do futuro. Ilustração de FO, janeiro de 2021.

A utilização de recursos que utilizam a linguagem audiovisual e multimédia, que tentam descodificar as mensagens implícitas nas imagens, numa sociedade repleta de ícones visuais, são fundamentais para uma educação do futuro, que esteja apta a lidar com as multiliteracias. 

Assim, torna-se necessário  e urgente, desenhar e construir modelos pedagógicos que nos ensinem a lidar com essa linguagem,  a saber “desconstruir” imagens em movimento, como uma sequência fílmica, um filme ou um vídeo, por exemplo. Esse modelo, que tem uma arquitetura própria e um conjunto de atividades que o efetivam, obedece a uma estrutura que assenta em cinco linhas principais, segundo o professor António Moreira, e que nos podem ajudar a adequar o nosso modelo pedagógico.

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O método da Observação

A Observação é a constatação de um facto, por contacto direto. Nasce da tradição antropológica. Pode ser espontânea ou experimental. Ilustração de FO, a partir de desenhos retirados da publicação Quadro Europeu da Competência Digital para Educadores, 2021.

O método da observação, basicamente, é a constatação de um facto, por contacto direto. Este método, nascido da tradição antropológica, pode assumir várias formas, quer seja espontânea, a que Manuel Freixo, também, chama de comum ou ocasional, ou, então, experimental, metódica, ou, ainda, planeada ou deliberada, com aferição de variáveis associadas, que podem ser independentes ou dependentes.

Ambas são importantes para a investigação em educação, em especial, a última, a que podemos chamar observação científica, e que obedece a alguns parâmetros. A estrutura da observação pode ser assistemática ou não estruturada ou, então, observação sistemática ou planeada. O observador pode participar de duas formas, sendo não participante ou participante. Deve-se definir o número de observadores, formar uma equipa, ou, em alternativa, proceder a observações individuais, e por fim, determinar os locais de observação, quer seja de campo, quer seja de recriação em laboratório.

Fernando Oliveira, MGIBE-15, IE, janeiro de 2021.

Educação e Cinema II

Linguagem cinematográfica e audiovisual em contexto educativo: aplicações didáticas. Ilustração FO, a partir de uma pintura mural, 2021.

A linguagem audiovisual assume uma grande importância, no contexto de uma sociedade repleta de signos visuais, e, cada vez mais, tecnológica e virtual. O desafio educativo que se coloca é saber combinar estas duas realidades, em termos didáticos e pedagógicos para a construção de atividades orientadas de ensino-aprendizagem que correspondam a esta sociedade hipervisualizada, começando, primeiramente, por formar os professores a lidar com este tipo de linguagens. 

Os nossos alunos, todos os dias, lidam com informação  audiovisual, quer nos computadores, quer pela televisão ou pelas consolas de jogo, realidade essa a que a escola não pode estar alheia, devendo criar condições, para que estas mesmas imagens possam ter utilidade educativa, em função daquilo que queremos ensinar. 

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Vantagens e Desvantagens da Entrevista

Uma das vantagens da entrevista  é que pode ser aplicada a qualquer pessoa, podem-se reformular questões e registar detalhes. As desvantagens têm a ver com alguns ruídos de comunicação entre as partes. Ilustração de FO, a partir de desenhos retirados da publicação Quadro Europeu da Competência Digital para Educadores, 2021.

As vantagens da entrevista são consideráveis, desde  a universalidade, que pode ser aplicada a qualquer pessoa; a flexibilidade, que permite reformular questões; a assertividade, com o registo de atitudes, condutas e gestos; a complementaridade, com a obtenção de informações mais precisas, e por fim, a quantificação de dados, ou seja, o tratamento específico. É uma técnica consistente que permite tratamento  de rigor.

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Educação e Cinema I

A linguagem cinematográfica e audiovisual em contexto educativo: aplicações didáticas. Vídeo de José António Moreira, professor da Universidade Aberta, YouTube.

A importância da linguagem cinematográfica em contexto educativo. A utilização de recursos audiovisuais como o cinema, as tecnologias digitais, o vídeo e os modelos pedagógicos orientados para a desconstrução de imagens em movimento, como ferramentas primordiais para o ensino-aprendizagem.

Análise de Dados: Apresentação

A apresentação dos dados em quadros bem identificados, numerados e titulados, permite reagrupar, no mesmo espaço visual, um grande número de dados. Ilustração de FO, 2021.

Na investigação em educação, chegados à fase empírica, é aqui que o desenho da investigação, já elaborado em fases anteriores, é posto em execução. Inclui a colheita, apresentação dos dados e a interpretação e comunicação dos resultados. Através de técnicas estatísticas descritivas e inferenciais, a que podemos chamar de análise de conteúdo.

Os dados são analisados e apresentados de forma a facultar uma ligação lógica com o objeto de estudo e do problema proposto, conforme se trate de explorar ou descrever os fenómenos, ou verificar relações entre as variáveis, atribuindo significados aos dados organizados. Recolhidos os dados devem-se, agora, organizar, selecionar e classificar. O estudo, deve limitar-se, estritamente, a uma apresentação  narrativa dos resultados produzidos, expressos, principalmente, em quadros e figuras.

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